A maior parte dos brasileiros que tem algum dinheiro para investir costuma destiná-lo à renda fixa (poupança, fundos de renda fixa, fundos DI, CDB, etc). Temos por hábito evitar os investimentos de maior risco, sempre temendo perder o suado capital. Entretanto, agindo dessa forma, perdemos as boas oportunidades de auferir maiores ganhos com a renda variável.
Surge, então, a dúvida: Devo investir em renda variável? Para a maioria dos especialistas, a renda variável deve ser aproveitada para conferir um retorno mais expressivo aos investidores. No entanto, o percentual do capital a ser investido deve ser avaliado de acordo com a tolerância ao risco que o investidor tem, assim como considerado o horizonte de tempo disponível para esperar por uma recuperação em casos de grandes perdas no curto prazo.
E como investir? As maneiras mais populares são: a compra direta de ações (via home broker), através de clubes de investimento e, ainda, através de fundos de ações.
Quais ações devo comprar? A questão é bem complexa. As boas empresas do presente podem falir no futuro e as pequenas corporações de hoje podem vir a se tornar gigantes dentro de alguns anos. Alguns investidores baseiam seus movimentos no mercado acionário através do estudo dos gráficos de desempenho das ações (análise técnica), outros estudam os fundamentos das empresas, o mercado em que atuam, balanços, etc (análise fundamentalista). Ambas requerem muito estudo para que se obtenha um bom desempenho no longo prazo.
Contudo, para aquelas pessoas que não têm tempo nem disposição para um aprofundamento maior no assunto, alguns especialistas sugerem montar uma carteira de ações que replique um índice de mercado como o ibovespa (carteira hipotética composta pelas 66 ações mais negociadas na Bovespa) ou aplicar em um fundo de ações que faça isso pelo investidor (mediante o pagamento de uma taxa de administração). Outros, ainda, propõem a implementação de uma carteira composta de ações de empresas que, tradicionalmente, paguem bons dividendos. Da mesma forma que na opção anterior, pode-se aplicar o dinheiro em um fundo de ações que trabalhe com este mesmo objetivo, "de olho" nos dividendos.
Cumpre lembrar, também, que entrar "devagar" no mercado de ações tem se mostrado uma estratégia bem sucedida no longo prazo. A idéia é investir um pouco todos os meses, de maneira a construir um bom preço-médio para as suas ações. Esta técnica vai fazer com que o investidor compre em períodos de baixa e também em períodos de alta e, no longo prazo, (provavelmente) terá conseguido um preço razoável para sua carteira.
Como sugestão final, deixo um reforço para o importante critério mencionado anteriormente: avalie sua tolerância ao risco antes de investir em renda variável. Invista somente aquela quantia que lhe permita dormir sossegado e levar a vida sem maiores preocupações com o sobe e desce das bolsas. Arriscar-se em demasia no mercado de ações pode fazê-lo perder saúde e tranqüilidade.

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