segunda-feira, 9 de março de 2009

Moderação ao falar

A capacidade de comunicar-se é um dos atributos mais importantes do ser humano. Percebe-se, facilmente, que a fala é uma das formas mais eficientes de transmissão do pensamento. Todavia, essa faculdade deve ser usada com a devida temperança.


Em muitas ocasiões, comentários despretensiosos, ou mesmo aqueles movidos pelas melhores intenções, são interpretados de maneira equivocada pelos ouvintes. Em outras circunstâncias, pequenas estórias são absurdamente transformadas ao serem submetidas ao famoso "telefone sem fio", tomando proporções inimagináveis. Frequentemente, esses eventos geram constrangimentos para quem se vê envolvido nas "novas versões" daquilo que foi dito, bem como para o próprio autor da "versão original".


Não se deve tolher a espontaneidade de comunicação, nem limitar as manifestações pessoais ao estritamente necessário. No entanto, existe uma real necessidade de moderar os próprios discursos, sob pena de se ver magoado ou de magoar terceiros, ainda que tais consequências decorram de desdobramentos alheios à própria vontade, conforme acima mencionado.


Saber quando falar e (principalmente) quando não falar é uma grande virtude a ser perseguida (espero, um dia, alcançar este grau de consciência). Aproveito para repetir a frase que ouvi de uma sábia senhora acerca deste assunto: "A palavra é de prata e o silêncio é de ouro".



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sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Obama: "Nosso novo presidente"

Nos últimos dias, o mundo recebeu com otimismo "nosso" novo presidente americano. Diante de toda essa crise financeira internacional, Obama apareceu como um pretenso salvador.
Parece-me óbvio que um homem só não pode mudar o mundo. Todavia, sendo capaz de inspirar a confiança e a esperança necessárias para que as nações superem as atuais dificuldades com trabalho e inteligência, a mudança então ocorrerá.
Excetuando-se as catástrofes naturais, tudo aquilo (de bom e de ruim) que acontece no globo é consequência das ações humanas. Somos capazes de gerar prosperidade e destruição. Só depende de nós!
Não vejo mal em buscar boa inspiração em grandes figuras públicas, entretanto há de se ter em mente que a sociedade será próspera ou miserável de acordo com a conduta de seu povo. "Yes, we can!"
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quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

Viva o luxo! Morra o bucho!

Parecer rico é o esporte favorito de muitos brasileiros. Apresentar uma aparência de sucesso financeiro é o ponto central das vidas dessas pessoas. Para tanto, submetem-se a todo tipo de privações domésticas para alcançar seu objetivo. Nem a alimentação escapa do racionamento em favor das falsas aparências. Já ouvi alguém, brincando, dizer que tem gente almoçando pipoca para economizar dinheiro e comprar uma roupa dessas marcas famosas.
Parece-me um contra-senso andar em um carro de luxo importado e comer marmita do botequim. Não tenho nada contra os botequins, mas o comportamento mencionado parece um tanto desequilibrado, tanto do ponto de vista financeiro quanto psicológico.
Apesar de lamentar este modo de vida que exalta o orgulho em detrimento de todos os sentimentos e necessidades, entendo que todos têm seu livre arbítrio e podem decidir como vão viver. Espero, entretanto, que cada vez menos pessoas vivam sob a divisa: Viva o luxo! Morra o bucho!
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